As crianças portadoras de TDAH parecem ser mais obedientes e menos perturbadoras com seus pais do que com suas mães (Tallmadge e Barkley, 1983). Certamente, os pais costumam considerar que elas manifestam níveis mais baixos de sintomas, em relação às avaliações das mães (DuPaul et al., 1998).

Razões:

As mães ainda são as principais guardiães das crianças dentro da família, mesmo quando trabalham fora de casa e, portanto, talvez sejam quem provavelmente esgotará ou sobrecarregará as capacidades das crianças nas áreas da persistência da atenção, regulação do nível de atividade, controle de impulsos e comportamento regrado. Fazer com que as crianças cumpram com seus deveres e tarefas escolares, cuidem de sua higiene e outras rotinas pessoais e controlem o seu comportamento em público permanece sendo uma responsabilidade predominantemente materna. Assim, é mais provável que as mães testemunhem os sintomas do TDAH do que os pais.

Outra razão pode ser o fato de mães e pais tenderem a enxergar e responder ao comportamento infantil inadequado de maneira bastante diferente. É provável que as mães argumentem com as crianças, repitam instruções e usem o afeto como meio de obter a obediência da criança. Os pais parecem repetir suas ordens menos, argumentar menos e ser mais rápidos para disciplinar as crianças por problemas de conduta ou desobediência.

O maior tamanho dos pais e, conseqüentemente, sua maior força, entre outras características, também podem ser percebidos como mais ameaçadores pelas crianças e, por isso, provavelmente evocam obediência às ordens dos pais. (Russel Barkley, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: Manual para Diagnóstico e Tratamento, 2008)

OBSERVAÇÃO: é claro que se tais razões são hipóteses, pois o inverso pode ocorrer também, isto é, pais terem mais dificuldades de lidarem com os filhos TDAH do que as mães.

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